quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mundo Real e Mundo Convencional

      É necessário para que se concretize o desenvolvimento natural da mente humana, um estado consciente do homem para com o mundo em seu sentido mais amplo, esta consciência seria o reconhecimento das convenções que governam nossa de vida e são tidas como verdades invariáveis, um mundo conceitual e, as forças naturais independentes da existência do homem, o mundo real este sim suporta verdades invariáveis.
      Primeiro falemos da necessidade da construção dessa consciência, o homem ao iniciar seus processos lógicos leva em conta informações obtidas ao longo da história que tende a considerá-las verdades certas invariáveis, e também a um secreto sentimento antropocêntrista no qual há um pensamento de que as coisas existem para que o homem as explore e as meça construindo assim suas verdades inquestionáveis, tais processos lógicos só nos levam à reductio ad absurdum, já que nós homens não somos os donos nem defensores das verdades invariáveis pois ela está não esta ao nosso alcance, a nós só é cabível a busca das pequenas suposições que nos auxiliam na eterna busca da verdade sempre questionável.
      Para melhor entendimento dividamos o mundo em dois conceitos, o mundo convencional e o mundo real; O mundo convencional como já citei é um mundo que o homem criou para entender seu ambiente natural e antrópico, é um mundo de convenções, de generalizações que governam os processos científicos, nele estão estão a ciência, a religião(mundo metafísico), as denominações em geral do que são as coisas,por exemplo: o objeto cadeira , ele não é uma cadeira nós demos essa denominação ao objeto em questão; a água, ela é água o homem denomina de água o liquido para entende-lo e etc... é um mundo que dita o nosso cotidiano e sem ele não podemos viver, mas que precisamos ter consciência de que são apenas pequenas mentiras; O outro é o mundo real que existe independente das denominações e convenções humanas, é um mundo incontestável com verdades invariáveis, porém desconhecidas ao homem e sempre permanecerão desconhecidas, nele estão presentes as coisas em si, independentes, reais, como por exemplo a cadeira já citada a denominamos de cadeira mas sem essa denominação ela vai continuar existindo e continuar a ser um objeto de sentar, a água apesar de a chamarmos de água e convencionarmos suas propriedades se essa não existissem a água continuaria a existir num equilíbrio natural ela é perceptiva a nós, ela existe então independente das convenções.
       Esta consciência das inverdades criadas ao longo de séculos, pode nos levar á revolução do pensamento, apesar de vivermos cercados de convenções aparentemente verdadeiras e incontestáveis deve-se terem mente que não passam de meras suposições sobre o mundo em que vivemos, logo passíveis de questionamento; no momento em que o homem se permitir o questionamento, a reflexão sobre as verdades que aparecerão, haverá a revolução e a independência mental, e então homens sedentos por conhecimento e a favor dele.
“Nada é, tudo está para ser”

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