domingo, 4 de dezembro de 2011

Universalização da filosofia

       Como brasileiro e amante deste País, me encho de pessimismo, ao reconhecer um íntimo culto ás culturas estrangeiras por parte das mentes brasileiras, há uma hipervalorização do que é de fora, do que é “melhor”, me entristece ouvir um brasileiro dizer “meu sonho é ir pra fora, pois tal país é melhor”, vire seus olhos para sua realidade, porque esta sim é sua,lute contra a conformação, temos a mania de nos diminuir quanto á cultura europeia e norte-americana, nos excluindo assim da construção criativa no nosso próprio país e consequentemente do mundo; só a partir do momento em que nos disvincularmos de culturas “melhores” iremos então, finalmente, atingir a independência mental e psicológica a que nos mesmos nós submetemos, e enfim nos livrar do preconceito a nós mesmos.
      Os brasileiros principalmente, até os mais instruídos, tendem a considerar as literaturas e projetos culturais europeus, como superiores aos próprios, e repassam essa visão preconceituosa aos nossos jovens, dando continuidade á decadência. Precisamos pensar, replico. Talvez por questões  históricas nos submetemos essa realidade de exclusão, talvez por coerção estrangeira, mas nada que nos impeça de reverter esse quadro, que estudemos os pensadores do mundo todo mas criando em cima deles próprios estruturas de pensamento contextualizadas sobre a nossa realidade, sem cultos, para que pensemos para nos mesmos não estando presos a contextualizações exteriores e a subjeções alheias, livres então de preconceitos ideológicos, para que desenvolvamos nossa própria filosofia, que exerça a sua função inicial: a de levar o homem a pensar e se questionar sobre sua realidade, insurgimos então pensadores para o nosso próprio meio e em cima dele desenvolver nosso projeto filosófico.
      Presumo que o pensamento mais válido séria não de filosofias independentes, e sim de uma filosofia universal preocupada em acolher em si toda a amplitude do espírito humano, teórica mas aplicada á realidade, uma filosofia que ultrapassasse barreiras físicas e mentais, como Nietzsche fez em minha visão, uma filosofia versátil, que abrangesse a todos de forma igual relevando sua contribuição para o conhecimento filosófico em seu amplo conceito;Mas de que forma isso se tornaria uma realidade? Somente através da extinção dos velhos e ultrapassados preconceitos, que tornam o desconhecido incapaz, e o conhecido super capaz, tais preconceitos antigos e arcaicos que governavam e ainda governam a produção e a transmissão de conhecimento em todo o mundo destacando países com certa inferioridade no processo histórico, ninguém é inferior a ninguém, portanto todo e qualquer desenvolvimento mental e intelectual deve ser considerado capaz e considerado a estudo.O conhecimento nunca morre sempre é criado se opondo às objeções dos físicos, é sempre adicionado, aumentado.

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