quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O improviso como forma de expressão máxima do espírito humano

        Alguns e muitos filósofos defendem a arte como a verdadeira e máxima expressão da alma humana, no entanto essa arte pode ter nascido não de uma representação essencial da alma de seu criador e sim da imitação descarada, e de uma secreta incapacidade criativa, o que não expressaria a essência de seu autor.
     A arte deixa por isso de ser uma expressão da essência do homem, mas passa a se determinar apenas uma representação, somente uma serie de imitações provenientes da observação e de um olhar  crítico por parte do artista; mas então o homem não tem expressão? E se tem qual é? a verdadeira e máxima expressão da essência humana é o improviso, a capacidade na sua forma mais natural e elevada, a atuação simultânea de pensamento, planejamento e ação, são a prova mais singela de que a informação esta internalizada pelo  artista, é o processo em sua forma mais majestosa, expressa a alma do artista no momento presente e exemplifica sua essência num soar de cordas, na ponta de um pincel, pelos movimentos milimétricos do corpo....
      O que seria do homem sem a sua capacidade de criação, sem a possibilidade do novo, ele passaria de ser a objeto inútil, que para no tempo e cruza os braços e espera o tempo passar, deve haver o constante estímulo dessa capacidade tão humana , para que haja o desenvolvimento e a evolução.

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